Nova NR-1 em Maio de 2026: o que as empresas precisam fazer para se adequar desde já

28 de abril de 2026

Saúde Mental e Gestão de Riscos: O que esperar da nova NR-1 em Maio de 2026

No cenário atual, onde a tecnologia e a agilidade ditam o ritmo dos negócios, a saúde mental deixou de ser apenas um tópico de bem-estar para se tornar um pilar central da conformidade empresarial. Em maio de 2026, entra em vigor a plena fiscalização da nova redação da NR-1, a norma que estabelece as diretrizes de segurança no trabalho.

A grande novidade não está em máquinas ou equipamentos, mas no reconhecimento de que o ambiente psicológico também precisa ser gerenciado para garantir a sustentabilidade das operações.

 


 

Por que o tema ganhou urgência agora?

Os números ajudam a entender por que o Governo e as autoridades decidiram atualizar as regras. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico: mais de 546 mil afastamentos motivados por transtornos mentais, como ansiedade e depressão — um aumento de 15% em apenas um ano.

Estima-se que o custo desses afastamentos para o sistema de previdência e para as empresas tenha atingido a marca de R$3,5 bilhões. Diante desse impacto econômico e social, a nova NR-1 busca profissionalizar como as empresas identificam e mitigam o estresse excessivo e o esgotamento profissional no dia a dia.

 


 

As 3 Principais Mudanças na Prática

Para quem atua em setores dinâmicos, como o de tecnologia, as mudanças trazem uma nova camada de organização interna:

  1. Inclusão dos Riscos Psicossociais no PGR: O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) — documento que toda empresa deve ter — agora deve listar também os fatores que podem afetar a saúde mental. Isso inclui desde a sobrecarga de tarefas até a falta de suporte entre as equipes.
  2. Cultura de Monitoramento: A norma incentiva que a empresa não espere o problema acontecer. A ideia é criar mecanismos simples, como pesquisas de clima ou canais de escuta, para identificar onde o estresse está acima do normal.
  3. Foco em Treinamento: Gestores e líderes passam a ter um papel preventivo mais claro. A norma permite e estimula que treinamentos sobre segurança e saúde sejam feitos de forma digital, facilitando a adesão em empresas que operam de forma remota ou híbrida.

 


 

O papel da Tecnologia e do Direito Digital

Embora a NR-1 seja uma norma de saúde ocupacional, ela se cruza com o Direito Digital em pontos cruciais. A digitalização dos registros de saúde, o uso de algoritmos para monitoramento de produtividade e a proteção de dados sensíveis dos colaboradores são áreas onde a tecnologia deve caminhar junto com a segurança jurídica.

Setores de Tecnologia da Informação (TI) e Teleatendimento estão entre os que mais demandam atenção, justamente pelo ritmo acelerado e pela natureza do trabalho conectado.

A partir de 26 de maio de 2026, a fase educativa termina e a fiscalização passa a ter caráter regular. O objetivo final da norma não é burocratizar o RH, mas garantir que as empresas tenham ambientes mais saudáveis e, consequentemente, mais produtivos e seguros.

O checklist de preparação para os próximos meses envolve:

  • Revisar os documentos internos para incluir os novos riscos mapeados;
  • Capacitar as lideranças para entenderem o básico sobre bem-estar ocupacional;
  • Manter canais abertos para ouvir o feedback das equipes sobre a organização do trabalho.

Acompanhar essas mudanças é também fortalecer prevenção, governança e um ambiente de trabalho mais sustentável.

 


 

Como o Assis e Mendes pode apoiar

A entrada em vigor da nova NR-1 traz para muitas empresas um desafio que vai além da adequação formal: integrar saúde mental, gestão de riscos e compliance trabalhista de forma estruturada e sustentável.

Nesse cenário, o Assis e Mendes apoia empresas na leitura prática dos impactos regulatórios da NR-1, especialmente na interface entre governança corporativa, riscos psicossociais, proteção de dados, políticas internas e gestão preventiva de passivos trabalhistas.

Nossa atuação pode envolver apoio na revisão de políticas e procedimentos internos, análise de riscos ligados ao PGR, suporte em estratégias de compliance e estruturação jurídica preventiva alinhada às novas exigências regulatórias — com atenção especial às empresas de tecnologia, operações digitais e ambientes de trabalho híbridos.

Mais do que reagir a fiscalizações ou contingências, muitas organizações têm aproveitado este momento para fortalecer cultura, controles e governança.

Se sua empresa está avaliando como se preparar para a nova NR-1 e reduzir riscos com segurança jurídica, este pode ser um bom momento para iniciar essa conversa.

 

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Sobre o autor

Fernanda Soares é advogada no Assis e Mendes Advogados, especialista em Compliance, Proteção de Dados e LGPD. Atua como DPO e Controller Jurídica, apoiando empresas na implementação de programas de governança, proteção de dados e conformidade regulatória.

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