Iniciar ou expandir um negócio pode ser uma tarefa complexa e que exige muita cautela e preparação. Muitas vezes, o empreendedor não se sente totalmente seguro em fazer isso sozinho, e uma das primeiras opções é convidar um sócio para participar da criação ou do desenvolvimento da empresa.

Essa é uma alternativa interessante, uma vez que ter alguém que acredita no conceito do negócio e possui experiência e conhecimento que podem ajudar no seu crescimento são pontos extremamente benéficos para uma empresa.

No entanto, da mesma forma que um novo sócio poderá contribuir bastante, ele também terá alguns direitos e poderes, e tudo isso deve ser muito bem pensado e acordado para evitar problemas.

Para garantir que a sociedade venha somar, e não subtrair do seu empreendimento, vejamos, a seguir, os principais cuidados que uma empresa deve tomar quando planeja convidar um novo sócio.

Conheça muito bem o seu sócio

As sociedades podem acontecer de diversas formas, mas em todas elas é preciso garantir que o empreendedor ou os outros sócios conheçam muito bem quem passará a ter uma parte da empresa.

Isso é fundamental para assegurar que o profissional está realmente alinhado com as definições éticas e as metas traçadas pelo fundador ou demais sócios e tem conhecimento e vivência prática suficientes para contribuir ativamente.  

Algumas vezes, o candidato a sócio é alguém que já trabalha ou trabalhou na sua empresa, o que faz com que o empresário já o conheça bem, mas, em outros casos, o futuro sócio está sendo escolhido sem que a empresa tenha tido nenhum tipo de experiência prévia com ele.

Nesses casos, é ainda mais importante submeter o candidato a sócio a diversas entrevistas, testes e até a um período experimental para garantir que está fazendo a melhor escolha possível.

Não ofereça mais do que a empresa pode prover

Assim como os funcionários, os sócios de uma empresa também recebem uma remuneração periódica pelo seu trabalho que é chamada de pró-labore. Este valor deve ser acordado em negociação entre as duas partes e pode ser um salário fixo ou um percentual sobre os rendimentos alcançados dentro de um período.

Mas, na ânsia de ter uma nova pessoa integrando a cúpula de decisões do negócio, algumas empresas podem acabar fazendo propostas muito ousadas ou aceitando condições que, na prática, o caixa não pode bancar.

Para que isso não aconteça, estude qual será a real participação do novo sócio com relação às tarefas que vai desempenhar e ao conhecimento que vai agregar, busque referências de quanto suas atividades valem no mercado e monte uma proposta que seja atrativa para o sócio e que não pese no caixa da sua empresa.

Busque auxílio de um advogado desde o início

Muitas empresas só consultam um escritório de Direito Empresarial quando têm algum problema com seus sócios, mas o ideal é ter uma assessoria jurídica desde os primeiros passos.

Isso porque um advogado especializado poderá não só ajudar na finalização do processo, mas também orientá-lo em todo o processo de seleção, formação de proposta e definição de direitos e deveres do sócio, o que é fundamental.

Quando estiver tudo acordado entre as duas partes, é hora de fazer a formalização em um contrato societário.

Ainda que tudo esteja claro e bem combinado no momento de formação da sociedade, é apenas este documento jurídico que define formalmente as atribuições e resguarda cada um dos lados em caso de saída do sócio. Ou seja, é uma segurança do que foi acordado no início, será respeito ao longo dos anos de sociedade e também das consequências cabíveis, caso isso não aconteça.

Se você quer iniciar a integração de um novo sócio na sua empresa, ou precisa revisar uma sociedade já estabelecida, conheça o Assis e Mendes Advogados, um escritório especializado em Direito Empresarial, Direito Digital e Tecnologia que conta com advogados com todo o know-how e experiência para ajudá-lo a dar mais esse passo em prol do desenvolvimento da sua empresa!